Transparência
O Brasileiro mais uma vez é um sortudo. A crença de que Deus é brasileiro é cada vez mais forte. E cada vez mais pernicioso. Somos especiais demais. É difícil crer que todo colchão de amortecimento que temos em nossa economia (reserva cambial, boa relação de divida pública e PIB) foi intencional para uma crise dessa magnitude, mas é notório que nossas trapalhadas passadas convergiram um digno resultado no futuro. Ninguém deveria ousar prever mais nada.
A transparência que está sendo buscada nos demonstrativos de resultados financeiros, deslocando-se de uma abordagem contábil para uma abordagem econômica voltada a valor de mercado, deveria causar um reflexo no modo como operam as grandes empresas. A mudança deveria aparecer não apenas num balanço patrimonial. Mas no balanço de nossas vidas.
Não é necessária uma forte investigação na busca do erro. Despende-se de muito tempo em busca de informação e pouco em ação propriamente dita. O que é torto não é sustentável. A paciência torna-se então a maior virtude na busca pela verdade. O que não é sólido não se sustenta. Talvez ainda as velocidades das modificações do mundo moderno venham mostrar-nos em menor espaço de tempo quanto uma estrutura desequilibrada consegue manter-se em pé:



























